A Direita Nacionalista e a Memória Colonial

Uma análise interativa das narrativas políticas contemporâneas que desafiam a visão pós-colonial em Portugal. Explore os argumentos sobre dívida histórica, identidade nacional e financiamento externo.

Anti-Reparação

Rejeição total de compensações ou devolução de património às ex-colónias.

Nativismo

Defesa dos "direitos indígenas" dos portugueses face à imigração lusófona.

Revisionismo

Argumento de que as colónias foram um fardo económico e não uma fonte de riqueza.

Os Promotores da Ideologia

Quem são as vozes políticas e culturais que sustentam a narrativa de que "a guerra colonial ainda não acabou, apenas o campo de batalha mudou"?

CHEGA

Representação Parlamentar

Liderado por André Ventura. Utiliza o parlamento para questionar fundos enviados para Angola e Cabo Verde, enquadrando-os como traição aos contribuintes portugueses.

Ergue-te (extinto)

Movimento Extra-Parlamentar

Foca-se na ideia de "Traição de 1974". Defende que os acordos de independência continham anexos secretos prejudiciais a Portugal.

Nova Portugalidade

Associação Cultural

Grupo de pressão intelectual que combate a "cultura de cancelamento" da história portuguesa, defendendo o "Luso-tropicalismo".

A Retórica do "Prejuízo Económico"

Um pilar central desta ideologia é a afirmação de que as colónias foram um fardo financeiro (1878-1974) e continuam a sê-lo através de ajudas estatais. O gráfico visualiza os valores frequentemente citados por estes movimentos para incitar indignação pública.

Argumento Chave:

"A coesão nacional está em causa se o Governo der a Angola 3,2 mil milhões... tal como os 600 milhões a Cabo Verde."

Período Colonial Alegação: Balança de Pagamentos Negativa
Pós-2010 Foco: Perdão de Dívida e "Fundos Ambientais"

Valores Citados na Retórica Nacionalista (Euros)

Fonte dos valores: Discursos parlamentares e publicações partidárias (Valores alegados/contextualizados).

Identidade e "Direitos Indígenas"

A Teoria da Substituição

A nova direita apropria-se de linguagem anticolonial ("indígenas", "direitos") para defender os portugueses "de gema". Argumentam que a nacionalidade não deve ser dada a estrangeiros, sob pena de diluição da soberania.

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Explore como a linguagem de "direitos civis" é invertida para promover políticas de exclusão e nacionalismo étnico.

Opinião Pública: O Terreno Fértil

Porque é que estas narrativas ganham tração? Dados de sondagens recentes (2025/2026) indicam uma forte resistência da população portuguesa à ideia de "dívida histórica" ou reparações.

79% dos Portugueses consideram que nem Portugal deve às ex-colónias, nem vice-versa.

"Quem deve a quem?" (Sondagem ICS/ISCTE)